Ler comentários (2)
Joana Medina | 13/01/2009
“Será que ele está olhando para mim? E se ele estiver esperando que eu chegue nele? Mas será que, além de boba, ele ainda vai me achar oferecida se eu der o primeiro passo?”. Enquanto isso, os meninos também sofrem... “Será que vou levar um fora? A cantada saiu brega demais ou vai funcionar?” Oh, dúvidas cruéis! É, a paquera parece mesmo um campo minado, mas tem como sair dele inteira e... vitoriosa. Mas, OK, não adianta, ninguém está livre da insegurança desse momento. No entanto, como não existe um manual que funcione para todos os casos, quando o assunto é paquera o que todos querem saber é: o que se passa na cabeça do alvo? Rafael*, de 16 anos, gosta de ruivas e magrelas. Já Felipe*, de 17, prefere as morenas, mas não descarta as loirinhas. Ricardo*, de 18, afirma que não importa o visual: a menina tem que ser simpática e saber conversar. Os três não concordam em quase nada mesmo - um torce para o Flamengo, outro para o Botafogo e o terceiro para o Fluminense. Mas, quando o assunto é paquera, eles são unânimes: todos admitem que tudo ficaria bem mais fácil se a menina desse o primeiro passo. “Até porque a gente sempre faz papel de bobo, levando 500 tocos por noite”, comenta Rafael. As meninas Raphaela*, de 15 anos, Elisa*, de 16, e Ana Alice*, de 19, pensam exatamente o oposto: são eles que devem partir para o ataque. Mas dessa vez a votação não foi tão parecida. Ana admite não ter problemas em dar o primeiro passo: “Na verdade, acho até mais fácil. Evito aqueles carinhas insuportáveis, escolho bem o que eu quero e vou lá”, conta. O problema é que vivemos numa sociedade na qual ficou convencionado que são os homens que devem tomar a iniciativa na hora da conquista. A vovó certamente concorda com esse comportamento. Mas os tempos mudaram, as mulheres conquistaram seu espaço e seus direitos – e haja iniciativa para isso! – então por que na hora da paquera seria diferente? Isso, meninas, é algo a se pensar... Para Ricardo, a questão é bem mais simples do que as pessoas pensam. “Se você está com vontade, vai lá e se apresenta. Isso vale tanto para as mulheres quanto para os homens”, acredita ele. Ana concorda plenamente e complementa: “Essa é uma forma de eles também sentirem o que a gente sente. É uma maneira de trocarmos de lugar”. O que vale, para os dois, é a regra da vontade. Mas as meninas Elisa e Raphaela são enfáticas em dizer que não sabem como tomar a iniciativa. Além disso, elas afirmam que a graça está em ser conquistada. Felipe concorda, ironicamente, e responde dizendo que um dia adoraria ser conquistado, “para variar um pouco”. Essa é realmente uma questão interessante. Se você quer, pode ser que o outro também queira. Se você não sabe, pode ser que o outro também não saiba. Mas seguindo a regra da vontade, como disseram Rafael e Ana – se você olhou e gostou, arrisque-se! – o máximo que pode acontecer é receber um não, coisa que, convenhamos, não mata ninguém. Então por que fugir da iniciativa? Quanto a não saber como fazer, a arte da conquista pode ser comparada à de cozinhar: muitos livros e programas de TV explicam e ensinam, mas só a prática faz você aprender de verdade. É claro que é algo novo, nem os meninos nasceram sabendo. Eles quebraram muito a cara e continuam quebrando. Com os erros é que se aprende, não é mesmo? Obviamente, o primeiro toco é sempre difícil, mas não é motivo de vergonha, não desanime. “Eu levo toco, fico meio triste, mas sigo em frente e vou pra outra”, revela Ricardo. Felipe diz que sua principal preocupação é pensar que nunca vai achar um método infalível, ao qual nenhuma menina da face da terra resistiria. Para meninos que pensam como Felipe, a dica vem de Raphaela: “Cada menina é diferente. Você deve perceber pelo olhar. Se ela corresponder o olhar por algum tempinho, é um bom sinal”, diz. Essa é uma dica boa para ambas as partes, pois o olhar é uma excelente forma de comunicação. Algumas atitudes são consideradas clássicas e geralmente funcionam, independentemente do gênero ou da idade. Um exemplo é, logo de início, perguntar o nome, e fazer o esforço de não esquecê-lo até o final do papo. Já é um bom começo! As meninas concordam, mas Elisa diz que já está meio cansada desse lance de “oi-tudo-bem-qual-é-o-seu-nome”. “Ah, é sempre a mesa coisa: nome, idade, onde estuda e blá, blá, blá. Não tem nada de novo”, reclama. Na verdade, o que está em alta no mundo da paquera são as cantadas interessantes, criativas e sutis. Nada de frases feitas e toscas do tipo: “Você caiu do céu, meu anjo?” ou “vim procurar o meu amor e encontrei”. Com esses comentários, o máximo que se arranca de alguém é uma gargalhada, não é? Papos que não vão direto ao assunto, mas que demonstram interesse no alvo são as melhores opções. Mas lembre-se de que nem sempre palavras fazem todo o serviço. Aproximar-se, encostar de leve no rosto, uma mãozinha na cintura ou no ombro... Se ele(a) não recuou, é hora de chegar mais perto. Nas festas, delicadeza e atitude costumam fazer sucesso. Rafael conta que a tática dá certo. “Aproxime o rosto e não diga nada, apenas um 'olá' baixinho e pronto. Beije. É só ir chegando perto, se ela não fugir é porque quer também”, ri. Violência não faz parte do pacote, OK? Uma outra dica é olhar nos olhos da pessoa, o que faz com que o outro não fuja tão rapidamente. É uma forma de intimidação. E é bom dar muita atenção aos sinais, jogadas de cabelos, sorrisos, aproximação e olhares, que são indícios de um possível interesse. Só não vá com sede ao pote, pois a linguagem corporal pode não ser para você - ou talvez seja um tique nervoso da pessoa, sabe-se lá! Sobre o que não fazer na hora da conquista, bocejar e gaguejar estão em primeiro lugar. Palavras complicadas e longos papos grudentos chegam em segundo. Em terceiro, e não menos importante, é saber que não é NÃO. Mas como a paquera não tem muitas regras, siga os seus instintos. Eles erram de vez em quando, é verdade, mas os acertos podem ser maravilhosos. Aproveite!
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||